
“Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade. Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior.”
Laurinda Alves
Quando nos referimos à felicidade, temos de ter bem presente a sua definição. Felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria ou bem-estar.
Ao longo da vida, o Homem vai buscando formas de alcançar a felicidade, pelo auto-conhecimento, a meditação, yoga, reiki, oração, o que o ajuda a encontrar o bem-estar interior. Existem pessoas que procuram definir “concretamente” felicidade, entre as quais psicólogos, religiosos, todos querem encontrar a verdadeira explicação de ser feliz.
Quando Laurinda Alves diz «Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade», procura demonstrar o quanto pode ser difícil vivênciar a felicidade, uma vez que esta é frágil e curta, procura demonstrar o quanto o ser humano procura ser feliz, o quanto infinito pode ser sua busca ao tentar ser feliz.
Evidencia ainda que a felicidade «Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior», são essas circunstâncias que condicionam o nosso grau de felicidade, são as oportunidades que nos são dadas ou tiradas que dificultam ou facilitam o facto de sermos felizes, mas acima de tudo, é de facto, a nossa atitude interior que influência tudo, é a maneira como encaramos a vida, são os obstáculos, os problemas, as decisões a tomar que põe à prova se estamos prontos para sermos felizes.
Quando somos crianças, não pensamos muito como prolongar a felicidade que estamos a vivênciar, vive-se o momento, apenas e só o momento, sem olhar para trás, sem olhar para o futuro, é uma das vantagens de se ser criança.
Porém, quando somos adolescentes, ou até mesmo adultos, começamos a questionar o porquê das coisas, não aceitamos as coisas como são, queremos uma explicação lógica e concreta.
Começamos a comparar-nos, a querer ser o que não podemos ser, querer o impossível, desejar alcançar o inalcançável.
Falo por experiência própria, mas acho que de certa forma é uma opinião globalizadora de jovens da minha faixa-étaria. Nesta fase, os problemas têm tendência para tornarem-se mais complicados, principalmente quando não os aceitamos e não os ignoramos. Por mais que saibamos que é o melhor a fazer não queremos, não aceitamos, não queremos, simplesmente não queremos. O que, de certa forma, faz com que estejamos cada vez mais infelizes, sem rumo, sem esperanças, sem motivos para continuar o caminho até alcançar a felicidade. Talvez por esta razão se fale que a adolescência é a fase da rebeldia, não é a fase da rebeldia, é sim, a fase das perguntas sem resposta, dos problemas por resolver, a fase da integração na sociedade.
Temos consciência que não somos perfeitos, que ninguém é igual, que o ser humano é individual, mas, mesmo assim, queremos sempre mais, cada vez mais, ser mais inteligentes, ser mais bonitos, ter o corpo de sonho, ter o que não é nosso, o que não faz parte de nós, pelo menos isto é o que pensamos.
Com esta atitude, acabamos por não conseguir descobrir as nossas qualidades, descobrir o que temos de bom para oferecer aos outros, isto tudo porque nas nossas cabeças apenas existe espaço para a obsessão pela suposta felicidade, felicidade essa, que idealizamos baseada em factos materiais e sem sentido.
Hoje-em-dia, ouve-se falar de depressão juvenil, considero que esta depressão provém de alguns factores que referi, o simples facto de querermos sempre mais e, por vezes, falharmos faz com que comecemos a isolar-nos, faz com que nos fechemos no “casulo” como a lagarta, mas esta fá-lo por ser da sua natureza, fá-lo para se transformar numa borboleta, enquanto nós, fazemo-lo para nos escondermos da sociedade, dos problemas.
Acredito que, como a borboleta, nós também vamos acabar por sair do casulo e voar, encontrar a felicidade, por mais curta e frágil que possa ser, é a felicidade que devemos viver, é viver o «agora» sem olhar para o passado ou para o futuro. Quando conseguirmos alcançar esse bem-estar, então aí sim, aí seremos umas verdadeiras borboletas em busca da felicidade, quando conseguirmos ignorar os problemas e encará-los de forma positiva e perceber que tudo tem um propósito, que nada é ao acaso e conseguirmos entender o problema e seguir em frente, aí sim seremos felizes, pode durar um dia, uma hora, um segundo, mas é aquele momento, o momento de sermos felizes.
Tânia Cunha

Gosto mesmo do texto *-*
ResponderEliminarA parte da borboleta é a minha favorita :D
Mas alguns adolescentes só ficam mal, por não enfrentarem os problemas , ou quando os enfrentam só vêm o lado negativo (: há que levar tudo com um sorriso na face :D
Beijinhos <3