segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

o erro = a vida


Já imaginaram o quando ingratos somos na vida?

A sério pensem mesmo, nós nunca estamos bem com o que temos, sentimo-nos sempre insatisfeitos, queremos sempre mais e mais, o que temos é sempre pouco e queremos o que é dos outros

Já repararam que durante o nosso dia-a-dia deparamo-nos com diversas situações e em vez de as aproveitar, crescer com elas, aprender, nós as ignoramos, passam-nos ao lado, e depois ainda dizemos que não existem segundas oportunidades a vida.
Bem isso não é bem assim as oportunidades são nos dadas a cada momento, a cada oportunidade, a cada dia, nos é que não as vemos, talvez pela sociedade em que vivemos, pelos valores que nos são ecotidos, mas isso não pode ser desculpa para as nossas acções, nós pensamos por nós não temos ninguém a gerir os nosso pensamentos se não nós mesmos.

Talvez por isso é que cometemos tantos erros, mas errar e humano, errar faz nos crescer, aprender, viver, os erros ajudam nos a evoluir como pessoas, já imaginaram o que seriam se fizesse-se-mos as coisas sempre perfeitas e correctas, não aprenderíamos muito mais que alem da lógica e do que já esta escrito, errando aprendemos a resolver as coisas na nossa maneira, somos criativos…e já imaginaram o mundo sem criatividade???

Não…..pois não? Pois eu também não, podemos falar em artes mas existe arte sem criatividade?

Algo que aprendi a custa dos meus erros é que crescemos mesmo com ele, não é apenas falar por falar é a verdade, sofrer faz parte do erro mas como o erro, sofrer também faz parte da nossa vida, é um sentimento que temos de saber lidar e é por isso que talvez tenha evoluído, crescido interiormente, mas uma coisa é certa continuou a cometer erros e muitas vezes os mesmos, por isso aproveitem a vida e não se preocupem com as vossas acções, um dia pode ser escuro mas logo outro pode ter um sol radiante, é a vida…pura e simples a vida...
Tânia Cunha

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Felicidade?!


“Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade. Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior.”
Laurinda Alves


Quando nos referimos à felicidade, temos de ter bem presente a sua definição. Felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria ou bem-estar.
Ao longo da vida, o Homem vai buscando formas de alcançar a felicidade, pelo auto-conhecimento, a meditação, yoga, reiki, oração, o que o ajuda a encontrar o bem-estar interior. Existem pessoas que procuram definir “concretamente” felicidade, entre as quais psicólogos, religiosos, todos querem encontrar a verdadeira explicação de ser feliz.
Quando Laurinda Alves diz «Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade», procura demonstrar o quanto pode ser difícil vivênciar a felicidade, uma vez que esta é frágil e curta, procura demonstrar o quanto o ser humano procura ser feliz, o quanto infinito pode ser sua busca ao tentar ser feliz.
Evidencia ainda que a felicidade «Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior», são essas circunstâncias que condicionam o nosso grau de felicidade, são as oportunidades que nos são dadas ou tiradas que dificultam ou facilitam o facto de sermos felizes, mas acima de tudo, é de facto, a nossa atitude interior que influência tudo, é a maneira como encaramos a vida, são os obstáculos, os problemas, as decisões a tomar que põe à prova se estamos prontos para sermos felizes.
Quando somos crianças, não pensamos muito como prolongar a felicidade que estamos a vivênciar, vive-se o momento, apenas e só o momento, sem olhar para trás, sem olhar para o futuro, é uma das vantagens de se ser criança.
Porém, quando somos adolescentes, ou até mesmo adultos, começamos a questionar o porquê das coisas, não aceitamos as coisas como são, queremos uma explicação lógica e concreta.
Começamos a comparar-nos, a querer ser o que não podemos ser, querer o impossível, desejar alcançar o inalcançável.
Falo por experiência própria, mas acho que de certa forma é uma opinião globalizadora de jovens da minha faixa-étaria. Nesta fase, os problemas têm tendência para tornarem-se mais complicados, principalmente quando não os aceitamos e não os ignoramos. Por mais que saibamos que é o melhor a fazer não queremos, não aceitamos, não queremos, simplesmente não queremos. O que, de certa forma, faz com que estejamos cada vez mais infelizes, sem rumo, sem esperanças, sem motivos para continuar o caminho até alcançar a felicidade. Talvez por esta razão se fale que a adolescência é a fase da rebeldia, não é a fase da rebeldia, é sim, a fase das perguntas sem resposta, dos problemas por resolver, a fase da integração na sociedade.
Temos consciência que não somos perfeitos, que ninguém é igual, que o ser humano é individual, mas, mesmo assim, queremos sempre mais, cada vez mais, ser mais inteligentes, ser mais bonitos, ter o corpo de sonho, ter o que não é nosso, o que não faz parte de nós, pelo menos isto é o que pensamos.
Com esta atitude, acabamos por não conseguir descobrir as nossas qualidades, descobrir o que temos de bom para oferecer aos outros, isto tudo porque nas nossas cabeças apenas existe espaço para a obsessão pela suposta felicidade, felicidade essa, que idealizamos baseada em factos materiais e sem sentido.
Hoje-em-dia, ouve-se falar de depressão juvenil, considero que esta depressão provém de alguns factores que referi, o simples facto de querermos sempre mais e, por vezes, falharmos faz com que comecemos a isolar-nos, faz com que nos fechemos no “casulo” como a lagarta, mas esta fá-lo por ser da sua natureza, fá-lo para se transformar numa borboleta, enquanto nós, fazemo-lo para nos escondermos da sociedade, dos problemas.
Acredito que, como a borboleta, nós também vamos acabar por sair do casulo e voar, encontrar a felicidade, por mais curta e frágil que possa ser, é a felicidade que devemos viver, é viver o «agora» sem olhar para o passado ou para o futuro. Quando conseguirmos alcançar esse bem-estar, então aí sim, aí seremos umas verdadeiras borboletas em busca da felicidade, quando conseguirmos ignorar os problemas e encará-los de forma positiva e perceber que tudo tem um propósito, que nada é ao acaso e conseguirmos entender o problema e seguir em frente, aí sim seremos felizes, pode durar um dia, uma hora, um segundo, mas é aquele momento, o momento de sermos felizes.

Tânia Cunha